9 de fevereiro de 2026 - Angular
Cada vez mais mulheres estão ocupando seu espaço no transporte rodoviário de cargas e passageiros, rompendo barreiras históricas e mostrando que a presença feminina nas estradas é uma realidade em crescimento.
Dados recentes confirmam esse avanço. Segundo a ABOL (Associação Brasileira de Operadores Logísticos), a participação das mulheres no transporte rodoviário de cargas passou de 15% em 2023 para 26% em 2024 — um crescimento expressivo de 11 pontos percentuais.
Apesar disso, as mulheres ainda são minoria na condução de veículos pesados. De acordo com a Senatran, em 2022 apenas 3,4% das pessoas habilitadas para dirigir caminhões e ônibus eram mulheres.
Esse cenário se repete nas transportadoras: dados do SETCESP indicam que, em empresas paulistas, apenas 3% dos motoristas de caminhão são mulheres — um reflexo das dificuldades de acesso à boleia.
Os obstáculos enfrentados pelas mulheres no transporte não se limitam à entrada na profissão. Questões estruturais ainda impactam diretamente o dia a dia das motoristas.
Segundo reportagem do iG Delas, 48,6% das caminhoneiras classificaram como “ruim” ou “péssimo” o nível de segurança nos pontos de parada das estradas.
Há também desigualdade salarial. Dados da RAIS apontam que, no transporte de cargas, as caminhoneiras recebem, em média, 5,5% menos do que os homens.
Outro dado relevante é a faixa etária: segundo a CNTA, apenas 10% das caminhoneiras têm menos de 30 anos, o que evidencia a necessidade de políticas que incentivem a entrada de novas gerações no setor.
O aumento da participação feminina nas estradas não é apenas uma estatística — é uma conquista social. Mulheres no comando de caminhões e ônibus demonstram, todos os dias, que capacidade, profissionalismo e paixão pelo transporte não têm gênero.
Para que esse avanço continue, é fundamental:
apoiar iniciativas de inclusão e recrutamento feminino;
melhorar a infraestrutura e a segurança nas estradas;
incentivar políticas de diversidade nas empresas de transporte.
Esse é o tipo de transformação que o Movimento A Voz Delas, apoiado pela CONFTAC, busca fortalecer. E essa construção precisa da sua participação.
Queremos ouvir você:
Quais são os maiores desafios que você enfrenta como mulher no transporte?
Que tipo de apoio, informação ou rede você gostaria de encontrar aqui?
Como você imagina o futuro das mulheres nas estradas?
Participe dessa conversa.
Sua voz é parte fundamental da mudança no transporte rodoviário brasileiro.
*Conteúdo Movimento A Voz Delas