“A gente acredita que até o final deste ano ou início do ano que vem as empresas estarão assumindo as rodovias paranaenses, tanto federais quanto estaduais. Para, com isso, iniciar a manutenção, para, a partir da manutenção inicial concluída, começar a cobrar os pedágios e aí sim se preparar para fazer os investimentos mais vultosos”, afirmou.
O contrato das concessões prevê que as obras sejam entregues em até sete anos após as concessionárias assumirem as rodovias.
De acordo com o ministro, para garantir a realização das melhorias dentro do cronograma previsto, as concessionárias serão fiscalizadas pela ANTT, junto com o Governo Federal e o Estadual.
“No passado esses investimentos foram mais adensados, tinham prazos menores para serem realizados. Nesse leilão agora, acompanhando também a curva de experiência, nós já os distribuímos e eles acontecerão majoritariamente do terceiro ao sétimo ano. Nos dois primeiros anos, as rodovias serão recuperadas, porque o pedágio só terá o seu início na cobrança quando a rodovia estiver num nível aceitável pela Agência Nacional de Transportes Terrestres”, afirmou.
Descontos e investimentos
Renan Filho destaca que os descontos da tarifa, que deverão ser atualizados pela inflação, deverão oscilar entre 30% e 50%, em termos reais, dependendo da praça e do fluxo. Além disso, ele reforça o ganho por meio dos investimentos.
“Antes as pessoas pagaram caro e não levaram as duplicações. O pedágio só vai ser cobrado por duplicação quando a rodovia for duplicada. Da outra vez, no Paraná, as pessoas pagavam por rodovias duplicadas desde o início. Isso foi muito ruim, porque depois ela sequer foram duplicadas”, afirmou.
De acordo com Renan Filho, as novas concessões serão feitas por meio do modelo de aporte financeiro.
O tamanho do desconto muitas vezes aumenta o risco das obras não serem realizadas e o aporte vai reduzir esse risco. Para oferecer desconto superior a 18%, a empresa vai ter que aportar recurso dentro do próprio projeto. Isso garante o recurso inicial para que as obras iniciem no curto prazo e minimiza os riscos da não realização”, disse.
Em resumo, o aporte financeiro é o dinheiro que as empresas precisam depositar conforme o desconto oferecido no leilão das rodovias.
Na prática, quanto maior o desconto dado pelas empresas e cima da tarifa base, maior é a quantia que precisam depositar. No leilão, vencerá a concessionária que oferecer o pedágio mais barato.
Por exemplo, se uma praça fosse a leilão com tarifa base de R$ 10 para carros, as concorrentes iriam disputar a concessão em cima deste valor.
Quanto maior o desconto, mais dinheiro teriam que depositar como garantia.
O aporte pode ser usado para garantir a execução das obras, fazer novas obras que não estavam previstas em contrato ou para reduzir o preço do pedágio.
O dinheiro do aporte fica em uma conta que só pode ser movimentada com a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2023/05/10/leilao-do-lote-1-do-novo-modelo-de-pedagio-do-parana-deve-acontecer-dia-25-de-agosto-diz-ministro-dos-transportes.ghtml